
O portal da CNTT-CUT continua a série “As Mulheres trabalhadoras no transporte”. Sentimos honrados em ter entrevistado estas mulheres maravilhosas e guerreiras, que no dia a dia com seu sorriso, força de trabalho, habilidade e competência constroem o progresso do nosso País. A fim de parabenizar todas as trabalhadoras aeroviárias do País, no dia 22 de junho celebra-se o Dia do (a) trabalhador (a) Aeroviário (a), a CNTT entrevistou a trabalhadora aeroviária da empresa Gol Linhas Aéreas, Natália Ambrosio. O aeroviário é todo funcionário e funcionária de companhia aérea, de manutenção de aeronaves, ou que presta serviços auxiliares às empresas de aviação, que atua em terra e não é funcionário da Infraero.
CNTT-CUT: O que lhe motivou a escolha desta profissão?
Natália Ambrosio: Entrei na profissão por cursar faculdade de hotelaria, comecei um estágio na Gol e estou na empresa até hoje. Como aeroviária, trabalho há 10 anos.
CNTT-CUT: Já sofreu algum preconceito por ser mulher?
Natália: Sim, mas na realidade não por ser mulher, mas sim pelo porte físico. Por ser gordinha, percebia que os funcionários na época me olhavam com preconceito.
CNTT-CUT: Quais foram as dificuldades para exercer a profissão?
Natália: Acredito que uma das principais dificuldades foi com a parte auditiva, em razão do forte barulho da turbina dos aviões. No mais, é uma profissão bacana.
CNTT-CUT: Para as mulheres que sonham em trabalhar nesta área, quais são os seus conselhos?
Natália: Primeiro tem que gostar de trabalhar dentro de um aeroporto. A carga horária são de seis horas, além disso têm benefícios, como vale-alimentação, vale-transporte, convênio médico e uma cota de 20 passagens aéreas por ano com valores bem abaixo do mercado. As regras para tal função são: segundo grau completo, conhecimento de um outro idioma (sem ser o português), disponibilidade de horários e de trabalhar no sistema de seis dias trabalhados e um de folga.
CNTT-CUT: Caso queira completar alguma informação fique à vontade!
Natália: Quero agradecer pelo contado e o interesse pela profissão. Mulheres: rumo à igualdade em todas as categorias para o nosso próprio benefício e a mudança de nosso país!
Viviane Barbosa, editora do Portal da CNTT-CUT, com a colaboração de Geisi Santos
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